deixa eu te falar...

| 26/12/2015
Tem umas coisas que eu gostaria de te falar desde aquele dia.
Aquele dia lá, aquele em que eu assumi pra mim mesma que estava apaixonada por você.
Tem bastante coisa aqui dentro que eu acho que tu merece saber. Não por algum motivo específico, mas só pra tu saber o bem que tu fez durante aquele tempo e te agradecer por ter me feito sentir todas aquelas coisas, que tu nem mesmo sabe.
Bom, primeiro tem o fato de, pela primeira vez na história desse país, eu ter me envolvido com alguém e não ter criado expectativas absurdas. Foi a primeira vez que tive um rolo de quase três meses com alguém e eu não desejei colocar rótulo às coisas. Você fez tudo caminhar muito leve, e eu gosto disso. Tinha aquela parte de não fazermos joguinhos, sabe? Que tornava tudo muito simples e bonito. E me fazia cada vez mais querer te descobrir.
Bom, depois eu comecei a sentir alguma coisa por você, comecei a me importar e a querer estar perto. Foi então que eu descobri que eu poderia estar me apaixonando por você. E olha, demorou muito pra isso acontecer desde a última vez e eu nem sabia mais como agir. E não soube mesmo, você deve lembrar. Mas não quero falar disso, shame on me! Hahaah Whatever! Enfim, foi alí que eu descobri que tu tinha uma importância muito grande na minha vida, que em pouquíssimo tempo tu me fez sentir o que há muito tempo eu não sentia. Tu me fez ver que as coisas não estavam mortas aqui dentro, que eu conseguia sentir de novo essas coisas todas bonitas por alguém. E naquele momento, esse alguém era tu. Mas eu não estava preparada. Sei lá. Foi um choque. Foi um não saber lidar com tudo que eu tava sentindo e que eu não sabia o que fazer com aquilo. Não podia te dizer, porque eu sabia que você não estava pra jogo, não podia guardar pra mim porque aquilo era grande demais. E eu acho que você deve ter percebido algo, porque você fugiu. É, não te culpo. De jeito nenhum. Eu também já fugi. Eu fugiria, by the way! Mas foi bom que tu fugiu. Se tu tivesse ficado, eu ia me apaixonar ainda mais e em algum momento eu iria me acostumar com aquele sentimento e querer viver tudo que eu tenho direito, mas tu não tava disposto a viver aquilo comigo. Então tu fugiu na hora certa! Obrigada por isso.
Mas depois tu ficou indo e vindo. Isso não foi bom. Porque eu te quis tanto, que chegou a doer um pouco em algum momento. Mas depois passou, porque eu cansei, sabe? Cansei de ver tu indo e voltando e e foi ruim perceber que tu sabia que tu tinha um lugarzinho aqui toda vez que voltava. Foi a única parte ruim de tudo isso. Porque até tua fuga foi aceitável mas o teu ir e vir, não. Mas já te perdoei por isso :P. Então, nesse teu ir e vir, eu percebi o quanto eu me importava contigo e gostava de estar contigo, mas eu não te queria pra mim. Não daquele jeito. E eu pude ver que esse carinho, essa coisa toda que eu tinha com você, era porque você me fez sentir coisas que eu já não sentia ha muito tempo, que eu já tava até cansada de tentar sentir. Eu saí de encontros frustrados pra uma relação leve, isso foi importante. Você é importante.

E, por fim, só queria escrever essas coisas pra dizer que não guardo nenhuma mágoa e que tu ainda é importante. E vai ser sempre, porque quem fez a gente sentir alguma coisa bonita nessa vida, faz sentido que seja lembrado.



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o vai e vem do mar

| 13/11/2015



Eu sempre fui fascinada pelo mar, desde menina.
Adorava ficar horas e horas olhando aquele ir e vir de ondas, o vento frio que vinha de lá e bagunçava meus cabelos. Sentia (e sinto) uma paz inexplicável ao olhar pra aquela imensidão azul.
O ir e vir das ondas me lembrava tantas coisas.. Me lembrava de como as pessoas iam e vinham em nossas vidas, em como momentos bons e ruins iam e vinham e faziam com que a vida mudasse a cada quebra de onda. E como a vida poderia ser comparada ao mar, em como um acontecimento poderia fazer com que nossas vidas mudassem de rumo como no mesmo passo das ondas.
E, apesar dessa inconstância, eu adorava olhar pro mar. Adorava sentir aquela paz, aquela sensação de que as ondas podem ir, vir, e como na vida: qualquer coisa pode acontecer, mas ele continua ali: lindo e a gente continua aqui: forte.
E ao lembrar das ondas, eu lembrei de você. Assim como aquelas ondas que iam e vinham, tem sido você. Igualzinho as ondas, eu seu vir é um pouco mais demorado e o seu ir é bem ligeiro. 
Eu gosto do ir e vir das ondas, mas não gosto desse seu vai e vem.
Cansa, sabe? Não de olhar as ondas, mas te olhar ir e vir sem saber onde fica. De segurar tua mão e ter que soltar porque tu é feito onda: vai e arrasta tudo – e eu não posso ser carregada junto. Cansa achar que tu vai voltar igual as ondas e não receber aquela brisa que elas trazem com sua chegada. 
Cansei desse teu vai e vem, cansei dessa tua indecisão.
E apesar de amar o ir e vir das ondas, esse teu vai e vem não me faz nada bem.



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falando em saudade...

| 11/10/2015


"Bom dia, menino.
Sonhei com você e acordei querendo te dar um abraço.
Queria te dizer também que ando sentindo sua falta. Sentindo algumas saudades.
Não só de te abraçar pra dormir, mas também das mensagens de bom dia e de conversar sem nenhum peso na consciência. Da nossa rotina vazia de joguinhos e de não me preocupar em se você estava me achando qualquer coisa demais.
Sinto saudade de te sentir leve, sabe? Porque agora só percebo você travado, afastado, estranho.
Tenho saudades de acordar e ler uma msg sua de bom dia. Meu sorriso se abria sempre que isso acontecia. E eu adorava acordar sorrindo assim.
Tenho saudades de te contar meu dia e de perceber o seu interesse em como as coisas tinham acontecido.
Tenho saudade dos nossos filmes também. E de quando você fazia questão de me mostrar o que sentia, como sentia e que também sentia. Enfim, sinto saudade."
Acordei e imediatamente escrevi isso. Pra não esquecer, pra talvez me lembrar, pra talvez te lembrar. Ou pra deixar guardado nesse bloco de notas até não sei quando.
Mas essa mensagem era mesmo pra você. Isso, era. No passado mesmo.
Era, porque eu não vou enviar. Era, porque me disseram pra te deixar pra lá. Era, porque eu cansei de te procurar e perceber a sua falta de interesse.
É que eu não gosto de insistir, sabe? Se por um lado, algumas mulheres se apaixonam quando o cara pisa, se afasta, finge de morto e evita falar, isso, por outro lado, me afasta ainda mais.
É que eu não gosto de mendigar nada, sabe? E mendigar atenção, pra mim, é uma coisa tão tão, sei lá, sem sentido.
E é assim que eu me sinto quando vejo suas vizualizações e ignoradas nas minhas msgs.
Isso não dói, não. Isso só me prova que você é mais parecido com alguns homens do que que havia imaginado. E olha que eu odeio generalizações. Só é meio que uma decepçãozinha, sabe? Porque as coisas eram tão leves que eu não esperava que elas fossem ficar tão pesadas algum dia.
E por fim, decidi que não vou te enviar porque acho que, talvez, não vale a pena você saber de tudo isso. Ou talvez valha. Sei lá.



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Se não te faz sentir, não faz sentido.

| 03/10/2015
10 entre 10 amigas, quando você começa a se envolver com alguém, dizem: “Não crie expectativas”, “curte o momento, mas NAO SE APEGA PELO AMOR DE DEUS”. Eu entendo isso de você não criar mesmo expectativas, não imaginar os cinco filhos ao lado de alguém que acabou de conhecer e nem pensar nas férias na fazenda da família. Sim, eu também acho que é loucura criar expectativas, porque meio que essas expectativas todas te fazem querer colocar o carro na frente dos bois e atropelar as coisas. E, trust me, isso nunca dá certo. Melhor é quando tudo vai devagar e se for pra ser, um dia é. Simples!

Mas e o se apegar? Quem é esse monstro que todo mundo tem medo? Que todo mundo faz aquele sinal de alerta quando você começa a conhecer alguém? É tipo aquele sinal de perigo nas embalagens de produtos tóxicos. Mas, gente, como pode?! Como sentir pela metade? Como é estar com alguém e conseguir dizer, sem mentira alguma, que não existe apego? Calma, não me entenda errado. A gente tem essa mania de superestimar tudo! A gente acha que se alguém diz que está apegado a outra pessoa, isso automaticamente significa que ela quer a pessoa pra sempre, que ela não viveria mais sem ela e que, se acabasse hoje, seria o fim do mundo. Calma aê. Tudo pode ser tão mais simples e a gente complica tudo! Ou talvez eu que veja as coisas de outra forma, sei lá. Eu que subestimo a paixão, o apego.. sei la. Talvez. Mas a verdade é que eu acho que se tu tá se envolvendo com alguém, ainda que seja alguma coisa casual, tem que ter, de fato, envolvimento. Senão, de que adianta?! Se não te faz sentir, não faz sentido. Não faz sentido estar com alguém que não te faz sentir nada, nem um apegozinho qualquer. Eu me apego a seriado, como não me apegaria a alguém com quem eu esteja convivendo e vivendo alguma coisa legal?! Quando o seriado acaba, bate aquela coisa de “poxa, mas eu gostava tanto!”, né? Então, mesma coisa, mais com um pouco mais de suspiros. Tudo tem fim nessa vida e tudo também serve de aprendizado, de experiência e de boas histórias pra contar!
Entendeu meu ponto agora? A vida passa tão rápido e a gente tem medo de sentir tudo. Tem medo de se apegar, de gostar, de amar, de sofrer. São essas coisas que fazem a gente se sentir vivo. Aí tu se poda de viver todas essas sensações maravilhosas por medo de no final, se existir, chorar algumas pitangas e passar uns dias sem querer amar de novo. Eu não sei se eu que penso diferente demais, mas eu acho que vale mais a pena viver de verdade, sabe?! Conhecer o mundo de braços abertos e estar aberta pras possibilidades que nos são oferecidas. Apegar, gostar e, se possível, amar sem medo. Tudo no seu devido tempo, tudo na sua frequência.

Eu juro que entendo quando as pessoas dizem que não querem se apegar por alguma razão específica, sei lá, trabalhando demais, foco nos estudos, acabou de sair de um relacionamento... Mas eu juro que não entendo quando alguém vem e fala que não quer ser o único a se apegar e, por isso, evita qualquer tipo de envolvimento. Como se o outro fosse se afastar a partir do momento em que descobrisse o apego do outro. Tá, eu sei que a sensação de ser o mais encantado da história, o mais apegado, o mais isso, o mais aquilo, não é legal de sentir.. Mas também é horrível ser o menos! O que ama menos, o que não sabe se gosta, o que queria sentir mais e não consegue, o que queria se apegar, mas o apego parece não lhe querer. Sentir menos não é orgulho pra ninguém. Eu já estive dos dois lados das histórias e posso te dizer com toda certeza: melhor sentir demais do que não sentir nada. Pra mim, quem sente menos é mais infeliz do que aquele que decidiu se entregar e sentir, e no final das contas, sofreu de alguma forma.

Parem de achar que sofrer por amor é o fim do mundo! Você morre de amor, mas continua vivendo, já disse alguém por aí. E vive mais feliz depois que a dor passa, porque passa a viver sabendo dos seus limites, das suas capacidades e, o melhor de tudo, vive sabendo que não é qualquer dorzinha que vai te impedir de viver coisas bonitas. Aprende que tem a capacidade de sentir cada vez mais e que pode sim amar de novo.

Sinta!
Porque se te faz sentir, faz sentido.
E não se te faz sentir nada, não faz sentido algum!



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Carta à um ex antigo amor

| 06/09/2015


Tô te escrevendo pra dizer que tô bem. Nunca achei que estaria e que te escreveria essas coisas. Mas hoje, depois de exatos  5 anos, posso dizer que eu estou totalmente livre de você. (E não, não descobri isso agora. Só agora resolvi "te" escrever.) Livre daquela algema que prendia meu braço no seu calcanhar, livre daquela insônia perdida nos meus sonhos ao teu lado, livre do teu cheiro que eu conseguia sentir em estranhos em qualquer lugar, livre de tudo de ruim que você deixou guardado em mim.
Faz tempo que eu queria te esquecer e quando eu tava quase lá, vinha você com seu perfume inconfundível, suas mãos pedindo carinho e um sorriso sem igual: me desarmava! E lá íamos nós outra vez. Sem culpa, sem pudor e, principalmente, sem amor. É, sem amor. Eu não te amava. Eu achava que amava, eu era dependente. Isso! Eu era dependente de você ou da tua atenção, ou sei lá do que. E eu achava que eu dependia de você pra ser feliz! Mas eu só queria aquilo. Ainda que por alguns segundos, minutos, horas.. Queria dias, meses, anos, casa na praia, férias em família com você do lado. Mas você não quis e me deixou sozinha, chorando minha solidão e dançando ao passo das nuvens. E você ia e vinha, levando e trazendo uma felicidade que eu achava que só teria ao teu lado. Uma felicidade que eu jamais achei que encontraria sozinha. Até que um dia, você abriu a algema. Sim, você. Você me libertou, mesmo sem saber. E você quem tinha que fazer, porque o que eu mais queria era ficar alí: deitada aos teus pés, mendigando atenção, me contentando com as migalhas de amor que caíam do teu prato, feito cachorro de rua. E doeu quando você desapareceu, porque eu pude sentir que você queria se livrar de mim. Sim, porque eu era um pé no saco. Mas quando você abriu as algemas e me soltou de vez, eu comecei a ver o mundo com outro olhos, mas ainda assim, não conseguia ver o meu mundo sem você. E lá de baixo eu via você: uma felicidade estampada no rosto com a nova namorada, planos pautados num futuro com outro alguém e nossos sonhos sendo vividos com uma outra pessoa. Lá de baixo eu via tudo aquilo e morria um pouquinho por dentro, era como se cada pedacinho que existia em mim fosse embora com você. E foi. Tudo de mim que era dependente do teu egoísmo, do teu ciúme escondido, da minha falta de liberdade, foi embora com você. Você me libertou e eu pude ver que eu precisava viver muito mais. E que, longe de você, eu poderia viver muito mais! Você me aprisionava, menino. Não via isso? E você tentou me aprisionar mesmo depois de dizer que não me queria mais. Isso é a prova do egoísmo que estava estampado na nossa relação.
Mas eu levantei. Demorou, confesso. Mas me ergui com minhas próprias pernas, com uma felicidade que eu mesma construí e sem a necessidade de ter tua mão pra segurar meus pulos. Foi devagar, eu sei, mas foi.
E depois de tantos anos, tantos outros, você volta. E você voltou. E quando você voltou, dizendo que nunca amaria ninguém como me amou, que ninguém jamais teria aquela parte bonita de você que eu tive, eu não senti nada. Quer dizer, senti pena e espanto. Me espantei pelo fato de meu coração não ter ficado apertado e nem com vontade de te ter de volta. Foi um susto, um baque, um lapso de loucura que você teve. E quanto mais você me fazia acreditar que jamais seria feliz com um outro alguém, eu tive pena de você. Porque ninguém pode tirar isso da gente. Pena por você não conseguir dar a sua parte bonita pra um outro alguém, porque alguém merece isso. Pena por você não se doar em um relacionamento pra amar alguém mais do que a outra que passou, que você deixou passar.
E por fim, senti um alívio muito grande por não sentir aquela vontade de te abraçar ao ouvir você dizer que me amava, como havia esperado por muito anos.

Eu te escrevo pra te agradecer por me libertar daquelas algemas que me prendiam a você. E pra te dizer que estou feliz. Estou vivendo comigo mesma e não acho que a felicidade está somente nos braços de um outro alguém. Viajei, conheci gente, amei uns, odiei outros e vivi experiências incríveis. E elas não seriam possíveis se eu tivesse com você do meu lado, se você não tivesse quebrado aquelas correntes. Obrigada. Talvez eu não estivesse onde estou agora, se eu não tivesse me largado de você! Obrigada!

Escrevi também pra dizer que torço pela sua felicidade, menino. Não te vejo mais, não tenho seu número, não tenho intenção nenhuma em manter contato contigo. Mas torço pra que tudo em sua vida seja bom e que você consiga amar alguém e deixar alguém te amar de volta.

Não cai nessa de que a gente só ama uma vez, não.


Com carinho,
seu ex antigo amor.
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deixa um pouquinho de você em mim...

| 31/08/2015
Eu gosto dessa coisa das pessoas passarem pela vida da gente e deixarem um pouquinho delas conosco, sabe?
Todas as pessoa que têm passado pela minha vida, têm deixado alguma marca, alguma coisinha que me faça lembrar e eu tenho um apreço imenso por cada pedaço que foi deixado aqui comigo. Acho importante guarda-los porque, afinal de contas, nós somos essa mistura de sensações vividas, somos o misto de sentimentos, somos os lugares que visitamos, somos as pessoas que conhecemos e somos as marcas que existem em nós.
E com você não seria diferente. Eu gosto do jeito despretensioso em que você mexe nos meus cabelos. Ou como pega na minha mão com carinho. Ou quando abre os braços pedindo por um abraço. Tá aí, acho que essa vai ser uma das coisas que lembrarei de você com muito carinho. 
Eu gosto também dessa sensação que tu me passa de que tu está por perto mesmo sem estar. Sei lá. Apesar de tu ainda não ter passado, acho que tu vai deixar marcas bem bonitas na minha vida. Os pedacinhos que tu vai deixar aqui serão guardados com carinho, viu? O mesmo carinho com que te ligo pra te acordar às 06:00am só porque tu foi dormir tarde porque inventou de ver filme comigo ou porque tu chegou bêbado e não queria perder a hora no dia seguinte. O mesmo carinho com que eu mexo nos teus cabelos e te abraço apertado.
O mesmo carinho com que respondo tuas mensagens ou te mando uma mensagem sem joguinhos, sem hesitar, quando o que eu quero mesmo é te ver.
É isso. Vou te guardar com carinho quando tu passar. 
E carinho eu tenho de sobra, tu bem sabe.
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Sobre choros e essa empatia que me faz amolecer

| 01/08/2015
Eu não sou uma chorona assumida. Muito pelo contrário.
Eu choro, sou bem sensível, mas assumir isso? na na não! São outros quinhentos!
Eu odeio chorar na frente das pessoas, me faço de durona, engulo o choro, deixo o nó doer na garganta até não poder mais e corro pra um lugar escuro quando as lágrimas já não conseguem ser contidas.
Mas a verdade é que eu sou uma manteiga derretida mesmo. Eu choro em filme, em seriado, em depoimento de mãe com saudade de filho, em video de mulheres sendo pedidas em casamento, choro com notícia de morte de desconhecidos, choro com saudade de amigos, mas quase nunca choro pelas minhas causas. Eu acho que minhas causa são medíocres demais pra que eu derrame minhas lágrimas. As mesmas lágrimas que são derramadas por alguém importante que morre não podem ser desperdiçadas por alguém que se foi, sem nem sequer deixar um bilhete de despedida. Faz sentido, né? Whatever. O propósito do post não é esse.

Hoje eu chorei. Muito. Como há muito tempo não chorava. E não foi porque eu estava mal, porque alguém me deu um pé na bunda ou porque eu esteja sofrendo de amor. Nada disso. Nada meu, nada que tenha a ver com meus míseros sentimentos. Eu li uma matéria na internet sobre um desabafo da esposa do assessor do ex-candidato à presidência Eduardo Campos, onde ela conta como está superando a dor de ter perdido o companheiro quatro meses após o casamento. Eu chorei do início ao fim do texto. Eu nem sei que é essa moça e nem sequer tive nenhum tipo de conhecimento sobre essas pessoas na vida. Mas eu chorei. Chorei como se fossem conhecidos, como se a dor deles fosse minha também. Me coloquei no lugar daquela moça e senti meu coração menor que uma ervilha. Meu coração doeu e eu não entendia porquê. Doeu e eu chorei muito, meus olhos ardem até agora.

É incrível como a morte mexe comigo. Independente de quem seja. Notícias de morte sempre me fazem sofrer por dentro. Seja de um famoso ou de alguém comum no noticiário. É incrível como eu choro por um desconhecido que acabou de falecer e deixou esposa e filhos pra trás, ou como eu choro por aquele jovem que morreu num acidente, ou como meu coração fica apertado quando eu leio uma matéria de uma moça que perdeu o marido quatro meses após o casamento. É estranho, eu choro como se aquilo fosse comigo. Sei lá, parece que eu me coloco em cada situação e sofro junto com a pessoa (claro que meu "sofrimento" não é nem 1% parecido com o de quem sofreu, né). Mas me coloco no lugar delas e choro de imaginar como seria se fosse comigo. É uma sensação muito estranha, mas ao mesmo tempo é uma sensação de estar viva incrível. É louco, eu sei.

E como eu já escrevi aqui uma vez sobre meu choro de soluçar quando assisti P.S. Eu te amo, eu escrevo de novo: essa empatia, essa coisa de sentir a dor do outro, só me deixa mais atenta ao fato de que a vida, essa bonitinha que vive nos pregando peças, é "mesmo coisa muito frágil", rápida e por mais que a gente não queira, ela se finda mesmo assim. Não gosto de ficar pensando em morte, mas é importante lembrar de vez em quando o quanto nós somos passageiros e como devemos viver de maneira valiosa. De como devemos aproveitar as oportunidades que nos são dadas e de como devemos aproveitar os momentos pequenos e grandes que nos são proporcionados. De dizer que amamos quem amamos, de demonstrar esse amor, de não deixar que ninguém duvide da sua consideração.

Que voce não sinta falta da luz somente quando estiver na escuridão.
Que não sinta falta do sol somente quando começar a nevar.
Que não descubra que ama alguém somente quando o deixar ir.
Que não sinta falta de casa somente quando cansar da estrada.

[Tradução tosca e adaptada da música, mas a gente faz o que pode pra deixar claro o que queremos dizer! hahahaha]

Que a gente consiga aproveitar tudo que, olha que incrível, está aqui totalmente disponível pra nós!


Vamos viver de verdade, gente. Que existir por existir não vale a pena.
A vida é muito bonita e preciosa pra a gente desperdiçar nossos momentos com mimimi.

Brega e clichê, mas vamos ser feliz, minha gente! hahaha







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Esses que nunca passam...

| 11/07/2015
Talvez, de todas as pessoas que eu me envolvi na vida, tu é por quem eu ainda nutria o maior carinho. Não sei porquê. Talvez pelo fato de que tu não mereceu a forma que as coisas terminaram, talvez porque eu não tivesse pronta pra tu naquele momento e não soube lidar, talvez porque tu foi uma das melhores coisas que me aconteceram num momento em que eu não estava preparada.. Não sei, talvez por tudo que tu és, eu nunca consegui fazer de tu algo totalmente extinto de sentimento.
E eu sempre lembrava e falava de você com carinho no olhar. Sabe como é isso? É que qualquer pessoa que me ouvia falar de tu, percebia o carinho que existia aqui dentro. E eu nunca neguei. Tu tinha um espaço guardado aqui no meu coração bagunçado, tinha coisa tua aqui que eu nunca tive a intenção de tirar. Porque tu fez parte de um momento importante da minha vida e eu acho que a gente deve guardar bem guardadas as pessoas que nos fazem bem.

Mesmo depois de tanto tempo, eu nunca soube como agir contigo. Nunca soube o que fazer. Talvez porque eu não sabia como você receberia esse carinho, essa consideração, esse negócio sei lá o que que existe aqui por tu. Talvez porque nem eu soubesse definir direito o que era aquilo. Enfim. E depois de uma noite regada de limão, canela e açúcar e um pouco de fumaça qualquer eu me senti na liberdade de te convidar pra deitar ao meu lado. Como se nada fosse, como se deitar ao lado de alguém que você quer bem fosse natural, e é. E você, sem relutar muito, deitou como se pensasse "isso não quer dizer nada". E não queria. Eu só senti uma necessidade de te ter por perto, que nunca havia sentido antes durante esses anos. E eu, sem conter meus movimentos e minhas vontades desconhecidas, te abracei e senti uma paz ao olhar em teus olhos e acaridar teu rosto. Tudo poderia parar naquele momento em que eu te olhava. Nos beijamos e foi igual ao da última vez. E você, ao colocar minha mão em seu peito e sentir seu coração pulando lá dentro, me fez sentir o quanto aquele momento era importante pra você também.

Não nos despedimos. Talvez a gente se encontre algum dia, talvez não. Sabemos que a vida mudou e estamos em momentos diferentes agora. Mas foi bom saber que o que existe aqui, não existe só aqui. E o que aconteceu naquele momento, vai ficar guardado pra sempre, ainda que a gente não se veja mais, ainda que só exista o carinho nos olhos quando eu falo de você.
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Eu achava que tu ia voltar

| 07/07/2015
Eu achava que tu ia voltar
Porque tu sempre volta. Mas tu não voltou.
Meu coração te esperou por um dia, duas semanas, cinco meses... e nem sinal da tua volta.

Eu ouvi tudo aquilo calada, sabe. Ouvi toda sua intensidade sem entender o sentido de tudo aquilo. Não pedi por nada, só queria um único momento contigo depois de tantos anos. Já conhecia essa tua fama de não ser de ninguém e já entrei nesse ‘flash back’ com a consciência de que estaria naquele joguinho vulgar de ‘pegar e não se apegar’. E eu tinha tudo esquematizado pra agir assim, ainda que meu coração batesse mais forte toda vez que você fazia um sinal de fumaça. Mas como sempre, já que tudo nessa vida tem que acontecer o oposto do que a gente imagina, você mudou o rumo das coisas e fez com que todo o esquema mental que eu tinha levado dias pra conseguir fazer, sumisse de um dia pro outro. Você fez tudo errado, menino. Você fez o que eu não esperava, mas que no fundo estava louca que fizesse, e mexeu com todas as emoções que ainda existiam aqui dentro. Você fez com que eu achasse que podia mexer contigo de verdade e que, finalmente, você estava abrindo espaço pra alguém entrar na sua vida.

Mas isso não durou um mês, como da última vez. E nossa, como eu quis te odiar durante esse tempo. Não por você não querer nada comigo, mas por você ter sido tão lindamente intenso que me fez acreditar que daríamos certo. Quando disse, olhando nos meus olhos, aquelas milhões de vezes, que daríamos certo, sem eu nem pensar ainda que queria que a gente desse certo. Mas eu me odiei mais. Porque eu sabia que não passaríamos daquilo. Não passaríamos das suas desculpas de que pensou em convidar mas estava atolado de trabalho ou de que pensou em mim mas tinha alguma coisa mais interessante pra fazer. Eu sabia desde o começo que não passaríamos de uma noite. E quando passamos pra duas noites, meu coração bobo achou que poderíamos passar de um mês, como da última vez.
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