Sobre choros e essa empatia que me faz amolecer

| 01/08/2015
Eu não sou uma chorona assumida. Muito pelo contrário.
Eu choro, sou bem sensível, mas assumir isso? na na não! São outros quinhentos!
Eu odeio chorar na frente das pessoas, me faço de durona, engulo o choro, deixo o nó doer na garganta até não poder mais e corro pra um lugar escuro quando as lágrimas já não conseguem ser contidas.
Mas a verdade é que eu sou uma manteiga derretida mesmo. Eu choro em filme, em seriado, em depoimento de mãe com saudade de filho, em video de mulheres sendo pedidas em casamento, choro com notícia de morte de desconhecidos, choro com saudade de amigos, mas quase nunca choro pelas minhas causas. Eu acho que minhas causa são medíocres demais pra que eu derrame minhas lágrimas. As mesmas lágrimas que são derramadas por alguém importante que morre não podem ser desperdiçadas por alguém que se foi, sem nem sequer deixar um bilhete de despedida. Faz sentido, né? Whatever. O propósito do post não é esse.

Hoje eu chorei. Muito. Como há muito tempo não chorava. E não foi porque eu estava mal, porque alguém me deu um pé na bunda ou porque eu esteja sofrendo de amor. Nada disso. Nada meu, nada que tenha a ver com meus míseros sentimentos. Eu li uma matéria na internet sobre um desabafo da esposa do assessor do ex-candidato à presidência Eduardo Campos, onde ela conta como está superando a dor de ter perdido o companheiro quatro meses após o casamento. Eu chorei do início ao fim do texto. Eu nem sei que é essa moça e nem sequer tive nenhum tipo de conhecimento sobre essas pessoas na vida. Mas eu chorei. Chorei como se fossem conhecidos, como se a dor deles fosse minha também. Me coloquei no lugar daquela moça e senti meu coração menor que uma ervilha. Meu coração doeu e eu não entendia porquê. Doeu e eu chorei muito, meus olhos ardem até agora.

É incrível como a morte mexe comigo. Independente de quem seja. Notícias de morte sempre me fazem sofrer por dentro. Seja de um famoso ou de alguém comum no noticiário. É incrível como eu choro por um desconhecido que acabou de falecer e deixou esposa e filhos pra trás, ou como eu choro por aquele jovem que morreu num acidente, ou como meu coração fica apertado quando eu leio uma matéria de uma moça que perdeu o marido quatro meses após o casamento. É estranho, eu choro como se aquilo fosse comigo. Sei lá, parece que eu me coloco em cada situação e sofro junto com a pessoa (claro que meu "sofrimento" não é nem 1% parecido com o de quem sofreu, né). Mas me coloco no lugar delas e choro de imaginar como seria se fosse comigo. É uma sensação muito estranha, mas ao mesmo tempo é uma sensação de estar viva incrível. É louco, eu sei.

E como eu já escrevi aqui uma vez sobre meu choro de soluçar quando assisti P.S. Eu te amo, eu escrevo de novo: essa empatia, essa coisa de sentir a dor do outro, só me deixa mais atenta ao fato de que a vida, essa bonitinha que vive nos pregando peças, é "mesmo coisa muito frágil", rápida e por mais que a gente não queira, ela se finda mesmo assim. Não gosto de ficar pensando em morte, mas é importante lembrar de vez em quando o quanto nós somos passageiros e como devemos viver de maneira valiosa. De como devemos aproveitar as oportunidades que nos são dadas e de como devemos aproveitar os momentos pequenos e grandes que nos são proporcionados. De dizer que amamos quem amamos, de demonstrar esse amor, de não deixar que ninguém duvide da sua consideração.

Que voce não sinta falta da luz somente quando estiver na escuridão.
Que não sinta falta do sol somente quando começar a nevar.
Que não descubra que ama alguém somente quando o deixar ir.
Que não sinta falta de casa somente quando cansar da estrada.

[Tradução tosca e adaptada da música, mas a gente faz o que pode pra deixar claro o que queremos dizer! hahahaha]

Que a gente consiga aproveitar tudo que, olha que incrível, está aqui totalmente disponível pra nós!


Vamos viver de verdade, gente. Que existir por existir não vale a pena.
A vida é muito bonita e preciosa pra a gente desperdiçar nossos momentos com mimimi.

Brega e clichê, mas vamos ser feliz, minha gente! hahaha







edit

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