O verbo

| 24/12/2013
O verbo era o verbo
Não era uma palavra qualquer, era somente o verbo.
Ninguém sabia do que se tratava ou seu real significado. Mas eles sabiam exatamente o que queriam dizer.

Esse verbo não demorou a ser decifrado
Não precisou de muita gramática porque no coração ele estava mais do que revelado.

Mas alguém decidiu que o verbo não era mais necessário, que não tinha significado. Talvez a gramática ou o destino ou seja lá o quê que domine os sentidos.
E foi concluído que o mais prudente era ser "desconjugado". 

Pra ser sincera, significado ele sempre teve/terá mas já não havia/há sentido em ser pronunciado.




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| 23/12/2013
"Você me bagunça e tumultua tudo em mim"

- O Teatro Mágico



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o dia em que um filme me fez chorar.

| 18/12/2013

Hoje eu assisti ao filme “P.S. Eu te amo” pela segunda vez. Não me lembro da primeira vez que assisti, mas lembro que só achei o filme meio fofo ou coisa parecida. Hoje o assisti com uma perspectiva totalmente diferente. Hoje a minha visão do que se passava na história foi completamente distinta. Eu não sou de chorar em filmes e não chorei na primeira vez que assisti, mas hoje sim. Chorei disfarçadamente do início ao fim. Meus olhos se encheram d’água nos mesmos momento em que os olhos da Holly se encheram. Eu comecei a imaginar cada situação que ela passou, me imaginar em cada situação. Acho que por isso que não consegui conter as lágrimas. É extremamente difícil perder qualquer pessoa próxima a nós, mas deve ser muito pior perder o seu amor. Alguém que é seu companheiro, que você decidiu amar e que planejou passar o resto da vida ao lado. Só de imaginar os olhos se enchem novamente. Como no filme é dito: é muito mais fácil você aceitar uma perda quando a outra pessoa quis aquilo. No caso da morte é mais difícil de aceitar porque a outra pessoa não queria ir, não queria te deixar, não queria que se perdessem. Deve ser indescritivelmente horrível.
Então, durante o filme eu comecei a pensar em um monte de coisa... E a verdade é que a vida é isso. Infelizmente as pessoas se vão, de uma forma ou de outra. E isso só fortalece a ideia de que “a vida é mesmo coisa muito frágil”, como disse Nando. Num piscar de olhos você pode perder pessoas importantíssimas pra você e a ficha demora a cair. E isso me faz pensar no quanto nós somos pequenos, frágeis, ínfimos. Me fez refletir os mínimos detalhes dessa vida e nas tantas oportunidades que perdemos no decorrer dela. No quanto, muitas vezes, não valorizamos os detalhes, os pequenos gestos, um simples abraço. Quando esquecemos de agradecer, de pedir perdão, de dizer o quanto amamos. Quando não valorizamos as boas risadas com os velhos e novos amigos, quando achamos chatas as festinhas em família, quando achamos um saco aquela confraternização de fim de ano na faculdade/trabalho, quando não dizemos o que sentimos porque temos a certeza de que a outra pessoa já sabe. São detalhes, são pequenas coisas mesmo que nos fazem perder grandes oportunidades e nos faz pensar em quão burros fomos em deixar de fazer. São momentos que passam e não voltam. Definitivamente.

É clichê, eu sei. Mas é a verdade.
Eu espero que nós percamos os medos, o orgulho, os rótulos, as travadas que a vida nos dá na hora de falar o que sentimos. Espero que aproveitemos as boas risadas, os aconchegantes abraços, os doces beijos e os encantos dos sorrisos. Que na gente não perca nada de bom dessa vida e que saibamos aproveitar e agarrar todas as oportunidades de ser feliz!

Enfim, só um desabafo.


“A vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância
 diante da eternidade do amor de quem se ama”
- Nando Reis



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