Esses que nunca passam...

| 11/07/2015
Talvez, de todas as pessoas que eu me envolvi na vida, tu é por quem eu ainda nutria o maior carinho. Não sei porquê. Talvez pelo fato de que tu não mereceu a forma que as coisas terminaram, talvez porque eu não tivesse pronta pra tu naquele momento e não soube lidar, talvez porque tu foi uma das melhores coisas que me aconteceram num momento em que eu não estava preparada.. Não sei, talvez por tudo que tu és, eu nunca consegui fazer de tu algo totalmente extinto de sentimento.
E eu sempre lembrava e falava de você com carinho no olhar. Sabe como é isso? É que qualquer pessoa que me ouvia falar de tu, percebia o carinho que existia aqui dentro. E eu nunca neguei. Tu tinha um espaço guardado aqui no meu coração bagunçado, tinha coisa tua aqui que eu nunca tive a intenção de tirar. Porque tu fez parte de um momento importante da minha vida e eu acho que a gente deve guardar bem guardadas as pessoas que nos fazem bem.

Mesmo depois de tanto tempo, eu nunca soube como agir contigo. Nunca soube o que fazer. Talvez porque eu não sabia como você receberia esse carinho, essa consideração, esse negócio sei lá o que que existe aqui por tu. Talvez porque nem eu soubesse definir direito o que era aquilo. Enfim. E depois de uma noite regada de limão, canela e açúcar e um pouco de fumaça qualquer eu me senti na liberdade de te convidar pra deitar ao meu lado. Como se nada fosse, como se deitar ao lado de alguém que você quer bem fosse natural, e é. E você, sem relutar muito, deitou como se pensasse "isso não quer dizer nada". E não queria. Eu só senti uma necessidade de te ter por perto, que nunca havia sentido antes durante esses anos. E eu, sem conter meus movimentos e minhas vontades desconhecidas, te abracei e senti uma paz ao olhar em teus olhos e acaridar teu rosto. Tudo poderia parar naquele momento em que eu te olhava. Nos beijamos e foi igual ao da última vez. E você, ao colocar minha mão em seu peito e sentir seu coração pulando lá dentro, me fez sentir o quanto aquele momento era importante pra você também.

Não nos despedimos. Talvez a gente se encontre algum dia, talvez não. Sabemos que a vida mudou e estamos em momentos diferentes agora. Mas foi bom saber que o que existe aqui, não existe só aqui. E o que aconteceu naquele momento, vai ficar guardado pra sempre, ainda que a gente não se veja mais, ainda que só exista o carinho nos olhos quando eu falo de você.
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Eu achava que tu ia voltar

| 07/07/2015
Eu achava que tu ia voltar
Porque tu sempre volta. Mas tu não voltou.
Meu coração te esperou por um dia, duas semanas, cinco meses... e nem sinal da tua volta.

Eu ouvi tudo aquilo calada, sabe. Ouvi toda sua intensidade sem entender o sentido de tudo aquilo. Não pedi por nada, só queria um único momento contigo depois de tantos anos. Já conhecia essa tua fama de não ser de ninguém e já entrei nesse ‘flash back’ com a consciência de que estaria naquele joguinho vulgar de ‘pegar e não se apegar’. E eu tinha tudo esquematizado pra agir assim, ainda que meu coração batesse mais forte toda vez que você fazia um sinal de fumaça. Mas como sempre, já que tudo nessa vida tem que acontecer o oposto do que a gente imagina, você mudou o rumo das coisas e fez com que todo o esquema mental que eu tinha levado dias pra conseguir fazer, sumisse de um dia pro outro. Você fez tudo errado, menino. Você fez o que eu não esperava, mas que no fundo estava louca que fizesse, e mexeu com todas as emoções que ainda existiam aqui dentro. Você fez com que eu achasse que podia mexer contigo de verdade e que, finalmente, você estava abrindo espaço pra alguém entrar na sua vida.

Mas isso não durou um mês, como da última vez. E nossa, como eu quis te odiar durante esse tempo. Não por você não querer nada comigo, mas por você ter sido tão lindamente intenso que me fez acreditar que daríamos certo. Quando disse, olhando nos meus olhos, aquelas milhões de vezes, que daríamos certo, sem eu nem pensar ainda que queria que a gente desse certo. Mas eu me odiei mais. Porque eu sabia que não passaríamos daquilo. Não passaríamos das suas desculpas de que pensou em convidar mas estava atolado de trabalho ou de que pensou em mim mas tinha alguma coisa mais interessante pra fazer. Eu sabia desde o começo que não passaríamos de uma noite. E quando passamos pra duas noites, meu coração bobo achou que poderíamos passar de um mês, como da última vez.
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