falando em saudade...

| 11/10/2015


"Bom dia, menino.
Sonhei com você e acordei querendo te dar um abraço.
Queria te dizer também que ando sentindo sua falta. Sentindo algumas saudades.
Não só de te abraçar pra dormir, mas também das mensagens de bom dia e de conversar sem nenhum peso na consciência. Da nossa rotina vazia de joguinhos e de não me preocupar em se você estava me achando qualquer coisa demais.
Sinto saudade de te sentir leve, sabe? Porque agora só percebo você travado, afastado, estranho.
Tenho saudades de acordar e ler uma msg sua de bom dia. Meu sorriso se abria sempre que isso acontecia. E eu adorava acordar sorrindo assim.
Tenho saudades de te contar meu dia e de perceber o seu interesse em como as coisas tinham acontecido.
Tenho saudade dos nossos filmes também. E de quando você fazia questão de me mostrar o que sentia, como sentia e que também sentia. Enfim, sinto saudade."
Acordei e imediatamente escrevi isso. Pra não esquecer, pra talvez me lembrar, pra talvez te lembrar. Ou pra deixar guardado nesse bloco de notas até não sei quando.
Mas essa mensagem era mesmo pra você. Isso, era. No passado mesmo.
Era, porque eu não vou enviar. Era, porque me disseram pra te deixar pra lá. Era, porque eu cansei de te procurar e perceber a sua falta de interesse.
É que eu não gosto de insistir, sabe? Se por um lado, algumas mulheres se apaixonam quando o cara pisa, se afasta, finge de morto e evita falar, isso, por outro lado, me afasta ainda mais.
É que eu não gosto de mendigar nada, sabe? E mendigar atenção, pra mim, é uma coisa tão tão, sei lá, sem sentido.
E é assim que eu me sinto quando vejo suas vizualizações e ignoradas nas minhas msgs.
Isso não dói, não. Isso só me prova que você é mais parecido com alguns homens do que que havia imaginado. E olha que eu odeio generalizações. Só é meio que uma decepçãozinha, sabe? Porque as coisas eram tão leves que eu não esperava que elas fossem ficar tão pesadas algum dia.
E por fim, decidi que não vou te enviar porque acho que, talvez, não vale a pena você saber de tudo isso. Ou talvez valha. Sei lá.



edit

Se não te faz sentir, não faz sentido.

| 03/10/2015
10 entre 10 amigas, quando você começa a se envolver com alguém, dizem: “Não crie expectativas”, “curte o momento, mas NAO SE APEGA PELO AMOR DE DEUS”. Eu entendo isso de você não criar mesmo expectativas, não imaginar os cinco filhos ao lado de alguém que acabou de conhecer e nem pensar nas férias na fazenda da família. Sim, eu também acho que é loucura criar expectativas, porque meio que essas expectativas todas te fazem querer colocar o carro na frente dos bois e atropelar as coisas. E, trust me, isso nunca dá certo. Melhor é quando tudo vai devagar e se for pra ser, um dia é. Simples!

Mas e o se apegar? Quem é esse monstro que todo mundo tem medo? Que todo mundo faz aquele sinal de alerta quando você começa a conhecer alguém? É tipo aquele sinal de perigo nas embalagens de produtos tóxicos. Mas, gente, como pode?! Como sentir pela metade? Como é estar com alguém e conseguir dizer, sem mentira alguma, que não existe apego? Calma, não me entenda errado. A gente tem essa mania de superestimar tudo! A gente acha que se alguém diz que está apegado a outra pessoa, isso automaticamente significa que ela quer a pessoa pra sempre, que ela não viveria mais sem ela e que, se acabasse hoje, seria o fim do mundo. Calma aê. Tudo pode ser tão mais simples e a gente complica tudo! Ou talvez eu que veja as coisas de outra forma, sei lá. Eu que subestimo a paixão, o apego.. sei la. Talvez. Mas a verdade é que eu acho que se tu tá se envolvendo com alguém, ainda que seja alguma coisa casual, tem que ter, de fato, envolvimento. Senão, de que adianta?! Se não te faz sentir, não faz sentido. Não faz sentido estar com alguém que não te faz sentir nada, nem um apegozinho qualquer. Eu me apego a seriado, como não me apegaria a alguém com quem eu esteja convivendo e vivendo alguma coisa legal?! Quando o seriado acaba, bate aquela coisa de “poxa, mas eu gostava tanto!”, né? Então, mesma coisa, mais com um pouco mais de suspiros. Tudo tem fim nessa vida e tudo também serve de aprendizado, de experiência e de boas histórias pra contar!
Entendeu meu ponto agora? A vida passa tão rápido e a gente tem medo de sentir tudo. Tem medo de se apegar, de gostar, de amar, de sofrer. São essas coisas que fazem a gente se sentir vivo. Aí tu se poda de viver todas essas sensações maravilhosas por medo de no final, se existir, chorar algumas pitangas e passar uns dias sem querer amar de novo. Eu não sei se eu que penso diferente demais, mas eu acho que vale mais a pena viver de verdade, sabe?! Conhecer o mundo de braços abertos e estar aberta pras possibilidades que nos são oferecidas. Apegar, gostar e, se possível, amar sem medo. Tudo no seu devido tempo, tudo na sua frequência.

Eu juro que entendo quando as pessoas dizem que não querem se apegar por alguma razão específica, sei lá, trabalhando demais, foco nos estudos, acabou de sair de um relacionamento... Mas eu juro que não entendo quando alguém vem e fala que não quer ser o único a se apegar e, por isso, evita qualquer tipo de envolvimento. Como se o outro fosse se afastar a partir do momento em que descobrisse o apego do outro. Tá, eu sei que a sensação de ser o mais encantado da história, o mais apegado, o mais isso, o mais aquilo, não é legal de sentir.. Mas também é horrível ser o menos! O que ama menos, o que não sabe se gosta, o que queria sentir mais e não consegue, o que queria se apegar, mas o apego parece não lhe querer. Sentir menos não é orgulho pra ninguém. Eu já estive dos dois lados das histórias e posso te dizer com toda certeza: melhor sentir demais do que não sentir nada. Pra mim, quem sente menos é mais infeliz do que aquele que decidiu se entregar e sentir, e no final das contas, sofreu de alguma forma.

Parem de achar que sofrer por amor é o fim do mundo! Você morre de amor, mas continua vivendo, já disse alguém por aí. E vive mais feliz depois que a dor passa, porque passa a viver sabendo dos seus limites, das suas capacidades e, o melhor de tudo, vive sabendo que não é qualquer dorzinha que vai te impedir de viver coisas bonitas. Aprende que tem a capacidade de sentir cada vez mais e que pode sim amar de novo.

Sinta!
Porque se te faz sentir, faz sentido.
E não se te faz sentir nada, não faz sentido algum!



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