o encanto da eterna amizade ~

| 05/01/2012
Se encantaram um pelo outro. Foi uma coisa mágica, uma coisa que no momento era tudo que ela precisava sentir. Uma coisa boa de olhar, de ouvir, de sentir. Não posso afirmar que se apaixonaram, mas creio que chegaram bem perto disso. A vontade de estar junto parecia ultrapassar qualquer obstáculo. Parecia somente.
O coração cheio de marcas, a cabeça cheia de coisas. Mais um sentimento pra sentir, um alguém novo pra gostar. Uma pessoa pra se apegar, apaixonar, amar. Tudo era muito novo, de novo. Aquilo que tinha tudo pra ser lindo, acabou se tornando uma coisa complicada demais, estranha demais, verdadeira demais.
E ela tinha medo daquilo. Tinha medo que o seu fantasma do passado voltasse a atormentasse o presente - que estaria sendo perfeito - medo de se deixar atormentar e estragar toda aquela delicadeza, toda aquela doçura, todo aquele amor que lhe era proporcionado. Tinha medo de machucar alguém que estava disposto a lhe dar somente amor. E resolveu se afastar. Droga. Quantas coisas ela já deixou de fazer por medo de machucar as pessoas? Quantas vezes ela poderia ser feliz e fazer alguém feliz, e não o fez por medo? Ela tem medo de que o medo a impeça de muitas coisas... Mas, enfim. Por medo, resolveu que seriam apenas amigos. E eram mesmo. Levaram essa história a sério e a amizade cresceu como ela não imaginava. Se afastaram, tanto fisicamente como emocionalmente... Mas, bastou um segundo encontro, algumas conversas jogadas fora e num passe de mágica, tudo aquilo voltou. E o desejo de ser mais que amigos aflorou como antes. E ela estava disposta de deixar o medo de lado e viver toda aquela mágica, todo aquele encanto, toda aquela beleza de amor. Mas não era a hora dele. Ele que estava confuso. Ele que não sabia mais o que fazer. E restou a amizade. O amor. Amor que virara amigo.
E agora, fingem que nada nunca os aconteceu. Fingem que o amor passou e a amizade ficou. E que assim seja!
Talvez seja melhor assim. Talvez nasceram um para o outro, pra ser amigo do outro.
E é assim que verdadeiras amizades prevalecem!
edit

Um comentário:

  1. As vezes eu penso que só eu vejo tudo isso com olhar de simplicidade. Por que instituir tanto poder à complicações que talvez nem cheguem a existir? Vamos viver o amor, deixem os problemas possíveis cada um para seus dias devidos. Serão essas complicações tão fortes ao ponto de conseguir inibir toda vontade de estarem juntos, de sorrirem juntos, de amar, beijar? Não acho racional depositar uma força que poderia ser muito bem aproveitada no amor, para o medo de uma dúvida. A covardia parece ser mais intensa, verdadeira que o desejo, o querer bem. Só eu olho com essa simplicidade? Deixa pra lá, não vamos fugir da rotina, vamos deixar a felicidade continuar à márgem. Há mais sentido em experimentar uma fruta e atestar que é doce ou não, que o medo de experimentá-la e a dúvida de nunca saber o quão saborasa poderia ser.

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