Hoje eu assisti ao filme “P.S. Eu te amo” pela segunda vez. Não me lembro da primeira vez que assisti, mas lembro que só achei o filme meio fofo ou coisa parecida. Hoje o assisti com uma perspectiva totalmente diferente. Hoje a minha visão do que se passava na história foi completamente distinta. Eu não sou de chorar em filmes e não chorei na primeira vez que assisti, mas hoje sim. Chorei disfarçadamente do início ao fim. Meus olhos se encheram d’água nos mesmos momento em que os olhos da Holly se encheram. Eu comecei a imaginar cada situação que ela passou, me imaginar em cada situação. Acho que por isso que não consegui conter as lágrimas. É extremamente difícil perder qualquer pessoa próxima a nós, mas deve ser muito pior perder o seu amor. Alguém que é seu companheiro, que você decidiu amar e que planejou passar o resto da vida ao lado. Só de imaginar os olhos se enchem novamente. Como no filme é dito: é muito mais fácil você aceitar uma perda quando a outra pessoa quis aquilo. ...
Eu sempre gostei de laços. Criar laços com as pessoas me faz sentir que nunca estarei sozinha. E aqui na Austrália não teria porquê ser diferente, já que criar laços é uma coisa natural pra mim. Aqui eu estou bem leve, levando tudo devagar. A vida aqui é totalmente diferente. Tudo aqui é diferente e os até os laços que você cria com as pessoas são diferentes. Não só pelo motivo óbvio de que cada laço é diferente com cada pessoa. Eu tô falando do sentido dos laços que você cria, entende? Aqui ou você cria um laço ou você estará sozinho... Falando assim parece bem desesperado e que o laço só servirá pra você ter companhias... Mas é totalmente o contrário! Tudo o que você tem são essas pessoas e esses laços se tornam cada vez mais necessários, essas pessoas se tornam cada vez mais importantes pra você. Eles são mais fortes, às vezes parecem até inquebráveis. Estou aqui há pouco mais de um mês e é incrível perceber o quanto eles são importantes pra mim e parece que não vivo mais long...
10 entre 10 amigas, quando você começa a se envolver com alguém, dizem: “Não crie expectativas”, “curte o momento, mas NAO SE APEGA PELO AMOR DE DEUS”. Eu entendo isso de você não criar mesmo expectativas, não imaginar os cinco filhos ao lado de alguém que acabou de conhecer e nem pensar nas férias na fazenda da família. Sim, eu também acho que é loucura criar expectativas, porque meio que essas expectativas todas te fazem querer colocar o carro na frente dos bois e atropelar as coisas. E, trust me, isso nunca dá certo. Melhor é quando tudo vai devagar e se for pra ser, um dia é. Simples! Mas e o se apegar? Quem é esse monstro que todo mundo tem medo? Que todo mundo faz aquele sinal de alerta quando você começa a conhecer alguém? É tipo aquele sinal de perigo nas embalagens de produtos tóxicos. Mas, gente, como pode?! Como sentir pela metade? Como é estar com alguém e conseguir dizer, sem mentira alguma, que não existe apego? Calma, não me entenda errado. A gente tem essa mania de...
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